Quando o tempo para

Na borda da geladeira,
em ação impensada,
encostado bem na beira,
destruição anunciada.

Olhos nenhum o enxergaram
ou previram queda anunciada
Abre-se a porta aperriada
Peças no chão se esfacelaram

Tampa inteira para um lado
Ponteiros do corpo pularam
Alguns presos ainda vergaram
ficando assim mutilados.

O ponteiro dos segundos
ainda estrebuchava
querendo continuar a marcha
em terrenos dizimados.

O ponteiro da hora
em noventa graus dobrado
com postura transgressora
permanecia inalterado.

Depois daquele acidente
causado por um imprudente
ficou logo evidente
sua vida decadente

Em estado degenerativo
sem nenhum paleativo
completamente inativo
segue inesquecido

Remédios não existem
Tratamento tão pouco
Seu destino, aceitem
é o fundo do sepulcro.

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