Uma lição para a vida

Todos nós temos o potencial para ser a pior versão de nós mesmos, mas dependendo das pessoas que cruzarem o nosso caminho, essa tendência pode ser potencializada ou atenuada.

Ontem, jantando com amigos que nos visitavam, falávamos sobre alguns assuntos que nos levaram ao tema arrogância, e me lembrei de uma lição que deverei levar para o resto da vida.

Assim que terminei a graduação e comecei a lecionar, fui convidado para uma banca de graduação. Fiz uma correção minuciosa do texto do aluno e após a sua apresentação, durante a arguição, fui o mais duro que pude. Era possível ver que o aluno não estava confortável com as minhas colocações, que naquele momento arrotava conhecimento.

Quando finalizei as minhas considerações, o professor orientador, que me convidou para aquela banca e que também havia sido meu mestre, me disse gentilmente, que aquele era um momento muito delicado para o estudante, que precisava de motivação e contribuições para tornar o seu trabalho ainda melhor.

Naquele instante fui tomado por uma vergonha sem tamanho. 

Havia pouco tempo que havia defendido o meu TCC, recebi excelentes contribuições, fui motivado, mas quando foi a minha vez de avaliar o trabalho, optei pelo caminho dos arrogantes, mas tive a benção de ter alguém ali do meu lado que me mostrou o caminho certo.

O constrangimento que senti, embora não tenha sido constrangindo publicamente, me fez refletir pesadamente sobre minha prática, sobre a forma como tratamos as pessoas e como podemos, com algumas poucas palavras, fazer toda a diferença na escolha profissional de uma pessoa.

Quando eu fui convidado a fazer parte daquela banca, meu mestre queria que eu ajudasse aquele estudante a melhorar o seu trabalho, parabenizando-o pelo trabalho que ele havia desenvolvido de forma tão árdua, ao longo de um ano inteiro dedicado aos trabalhos práticos e a escrita do TCC, mas ele queria mais, ele queria que eu aprendesse.

E naquele dia, tenho certeza, que saí uma pessoa muito melhor do que entrei naquela sala.

Abençoados são aqueles que podem ter um mestre que os guie quando estão perdidos ou se desviando do caminho da verdadeira sabedoria. Não é a toa que os ensinamentos condenam tão veementemente os arrogantes e exaltam enfaticamente os humildes.

Obrigado José Yvan, por mais este valioso ensinamento.

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